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Artigo

O percurso de Catarina Oliveira Fernandes: liderança, desenvolvimento e lifelong learning

Data
24 de Novembro, 2025

Uma conversa com a alumna sobre como aprender continuamente transforma carreiras e equipas

A PBS foi nomeada para o prémio “Best Lifelong Learning Initiative” nos AMBA & BGA Excellence Awards 2026, um reconhecimento que sublinha a importância da aprendizagem contínua. É neste contexto que entrevistamos Catarina Oliveira Fernandes, nossa alumna e atualmente Area Leader of Learning, Development and Inclusion na Sonae MC, cujo percurso revela o impacto real do lifelong learning nas pessoas e nas organizações.

1. Fale-nos um pouco sobre o seu percurso e o que a levou à Porto Business School.

Comecei a minha carreira como advogada, mas cedo percebi que queria algo mais abrangente. A mudança surgiu com um convite para integrar a Sonae como Chief of Staff do CEO, o que abriu o meu percurso para o mundo corporativo e para áreas como gestão de pessoas, comunicação e estratégia.
O MBA na Porto Business School foi determinante para consolidar competências de gestão e liderança e deu-me uma visão integrada do negócio, alinhada com a minha ambição de evoluir de forma sustentável.

2. O seu percurso levou-a a um papel onde aprendizagem, desenvolvimento e inclusão se cruzam. O que a motiva nesta área?

Hoje lidero a área de Learning, Development & Diversidade e Inclusão na MC Sonae, algo muito alinhado com o meu propósito pessoal. O meu foco é preparar a organização para o futuro, garantindo competências certas, cultura inclusiva e estratégias de desenvolvimento, implementando a agenda de diversidade e inclusão e participando no planeamento estratégico da força de trabalho, para mais de 40 mil pessoas.
Liderar áreas como aprendizagem, desenvolvimento e inclusão é muito mais do que gerir processos, é criar condições para que cada pessoa possa crescer e sentir que pertence.
O que me motiva e me orgulha é ver impacto real: quando uma estratégia de formação ou inclusão transforma equipas e vidas. Para mim, liderança é criar condições para crescer, pensar com impacto e construir redes de colaboração e inovação.

3. Quando olha para o impacto do MBA da Porto Business School no seu desenvolvimento profissional, que aprendizagens considera que mais contribuíram para a liderança que exerce hoje?

O MBA deu-me três coisas essenciais: visão integrada do negócio, ferramentas de decisão estratégica e uma rede de pessoas muito importante, muitos dos quais se tornaram amigos, o que, para mim foi o mais importante.
Num contexto de mudança e inovação, estas competências são críticas: ligar áreas, antecipar tendências e gerir complexidade. E o trabalho em grupo foi fundamental para desenvolver uma liderança com mais consciência, conhecimento e adaptabilidade.

4. A PBS é finalista num prémio internacional dedicado ao lifelong learning. Do ponto de vista de quem trabalha nesta área, porque é que iniciativas que reforçam a aprendizagem contínua são tão importantes para o desenvolvimento das pessoas e das organizações?

Em primeiro lugar, dar os parabéns à PBS, é um reconhecimento muito merecido!
Vivemos num mundo de mudança permanente. As competências mudam a uma velocidade impressionante. E, entre todas, há uma que se destaca: aprender a aprender. Quem domina esta capacidade adapta-se mais rapidamente, seja qual for o contexto.
Iniciativas de aprendizagem contínua ajudam pessoas a a reinventarem-se e a manterem-se relevantes e permitem às organizações inovar.
Há uma frase de que gosto muito, de Alvin Toffler, que diz que “os analfabetos do futuro não serão os que não sabem ler nem escrever, mas os que não têm a capacidade de aprender, desaprender e voltar a aprender”. E isto nunca foi tão verdade como hoje! O lifelong learning deixou de ser uma opção, é uma necessidade. O papel da PBS é essencial ao trazer conteúdos atuais, metodologias inovadoras e um ambiente de partilha e rede — fundamentais para criar culturas que valorizem curiosidade e experimentação.

5. Que competências serão essenciais para o futuro e que papel têm os líderes na sua promoção?

Num mundo tão dinâmico, é inevitável dizer que as competências puramente técnicas tornam-se obsoletas com rapidez. O futuro exigirá dois grandes blocos: competências digitais e tecnológicas (literacia digital, análise de dados, pensamento crítico aplicado à tecnologia) e competências humanas (comunicação, colaboração, empatia), verdadeiras powerskills.
Para que estas competências floresçam, a liderança terá um papel determinante. Os líderes têm de criar ambientes seguros para aprender, incentivar curiosidade, legitimar a experimentação e promover redes de conhecimento. Hoje, liderar é menos sobre ter respostas e mais sobre fazer as perguntas certas e conectar pessoas.

6. O que mais a inspira no seu trabalho e que conselho deixa a outros alumni?

Inspira-me ver o impacto real das estratégias que desenhamos, quando alguém desenvolve novas competências, quando uma equipa se torna mais inclusiva, quando a cultura evolui.
Quanto a um conselho diria para não esperarem que a aprendizagem venha só da empresa ou da escola. Procurem-na todos os dias, nas pessoas, nos projetos, nos desafios. E criem redes, porque as aprendizagens em grupo, num ambiente de confiança e partilha, elevam tudo a outro nível.