Luca Divenosa, aluno do International MBA, partilha a sua experiência de intercâmbio na IE Business School, em Madrid, onde passou três meses a aprofundar conhecimentos na área de finanças e a viver uma nova experiência académica, profissional e pessoal.
Porque decidiste fazer um intercâmbio internacional durante o MBA?
Quando comecei o International MBA na Porto Business School, demorei cerca de duas semanas a perceber que queria fazer o período de especialização no estrangeiro.
Ter a oportunidade de estudar na Porto Business School e na IE Business School durante o mesmo MBA pareceu-me uma oportunidade difícil de deixar passar. Podia estudar em duas escolas, viver em dois países e contactar com duas realidades académicas diferentes, tudo no mesmo programa.
A duração do intercâmbio também me atraiu. Três meses dão-nos tempo para fazer realmente parte da escola, conhecer a cidade e entrar no ritmo de Madrid, em vez de sentirmos que estamos apenas de passagem.


De que forma esta experiência contribuiu para os teus objetivos académicos e profissionais?
A nível académico, decidi aproveitar o intercâmbio para me focar totalmente em finanças, uma vez que era precisamente a área para a qual queria orientar a minha carreira.
Entre março e junho, frequentei seis unidades curriculares de especialização dedicadas à área financeira. Era exatamente o desafio de que precisava.
Estar num contexto tão exigente como o da IE fez-me querer ir mais longe. E o MBA dá-nos um espaço privilegiado para isso: podemos errar, fazer as perguntas mais básicas, escolher o caso mais difícil e experimentar sem receio. Mesmo quando não acertamos, aprendemos alguma coisa pelo caminho.

O que mais te surpreendeu nesta experiência?
Curiosamente, aquilo que mais retirei desta experiência não aparece no certificado.
Estudar num contexto académico e cultural diferente ensina-nos muito, mas são as relações que criamos com os colegas e professores que acabam por tornar a experiência verdadeiramente especial.
Cheguei a Madrid como o aluno de intercâmbio vindo do Porto e saí de lá a sentir que fazia parte da turma. Houve trabalhos de grupo que acabaram em jantares, um “Forza Juve” gritado de um lado ao outro de uma esplanada, tapas e cañas depois das aulas, uma corrida de 10 km pelas ruas de Madrid num domingo de manhã e, no meu último dia, uma carta escrita à mão pelos meus colegas que ainda hoje guardo.


O que acrescentou o intercâmbio ao teu percurso no MBA?
Acima de tudo, deu-me uma nova perspetiva.
Tive a oportunidade de fazer parte de uma segunda turma, aprender com outros professores, conhecer um novo mercado e, sobretudo, perceber que consigo chegar a um país diferente, adaptar-me a outra língua e integrar-me rapidamente num novo contexto.
É uma capacidade que não se aprende nos livros. É preciso vivê-la.
O que dirias a um aluno da PBS que esteja a considerar fazer um intercâmbio internacional?
Diria para aproveitar a oportunidade.
Ao longo do MBA somos constantemente desafiados a sair da nossa zona de conforto, e fazer um intercâmbio é provavelmente uma das formas mais concretas de o pôr em prática, tanto a nível pessoal como profissional.
E, se o destino for Madrid, avisa-me. Ainda estou a dever a alguém uma rodada de tapas e cañas.

