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Portugal perde competitividade e cai três posições no ranking mundial do IMD

Data
07 de Julho, 2026

A Porto Business School divulga, em parceria exclusiva com o IMD, os dados nacionais do Ranking Mundial de Competitividade 2026. A economia melhora, mas Portugal perde terreno nas dimensões onde a competitividade mais se decide: execução, instituições e empresas.

Portugal recua três posições no Ranking Mundial de Competitividade do IMD 2026 e ocupa agora a 40.ª posição entre 70 economias. A queda acontece apesar da evolução positiva no pilar do Desempenho Económico, onde o país subiu sete lugares, alcançando a 35.ª posição.

O contraste é claro: Portugal cresce na economia, mas perde competitividade. A explicação não está na ausência de ativos, mas na dificuldade em convertê-los em produtividade, inovação, escala e execução consistentes.

O país continua a reunir fatores de atratividade relevantes, como talento qualificado, abertura ao mundo, capacidade de atrair investimento, qualidade de vida e boas infraestruturas de base. No entanto, estes ativos ainda não se traduzem, de forma suficientemente consistente, em ganhos estruturais de competitividade.

Entre os indicadores económicos de maior destaque, Portugal ocupa o 4.º lugar mundial nas Receitas do Turismo, o 11.º nos Fluxos de Investimento Direto Estrangeiro em percentagem do PIB, o 12.º nos baixos níveis de exclusão jovem e o 3.º na menor concentração das exportações por produto.

Ainda assim, o impulso da economia não foi suficiente para travar a descida nos pilares que sustentam a competitividade a médio e longo prazo: Eficiência Governativa, onde Portugal ocupa a 41.ª posição; Eficiência Empresarial, em que surge no 45.º lugar; e Infraestruturas, onde se posiciona em 31.º.

Instituições e empresas no centro do desafio competitivo

Na Eficiência Governativa, a previsibilidade do enquadramento institucional, fiscal e regulatório continua a condicionar a decisão de investir, crescer e escalar. Política fiscal, finanças públicas e legislação empresarial surgem entre os principais desafios, exigindo políticas públicas mais simples, estáveis e orientadas para a execução.

É, contudo, na Eficiência Empresarial que Portugal regista o seu pilar mais baixo, ocupando a 45.ª posição. Neste domínio, o país perdeu terreno face a 2025, penalizado pelas práticas de gestão, pelo mercado de trabalho e pela produtividade.

A estas fragilidades somam-se desafios persistentes no empreendedorismo, na dimensão das PME, na formação dos colaboradores e nas competências financeiras das empresas. O sinal é inequívoco: sem instituições mais ágeis e empresas mais capazes, os ganhos económicos dificilmente se transformam em competitividade duradoura.

Talento continua a ser o grande fator de atratividade

Apesar da queda no ranking, o talento permanece como um dos principais ativos competitivos de Portugal. No Executive Opinion Survey do IMD, a mão de obra qualificada é apontada como o principal fator de atratividade do país, com 72% das respostas.

Seguem-se a competitividade de custos, com 68%; as infraestruturas fiáveis, com 62%; as atitudes abertas e positivas, com 60%; e a estabilidade das políticas públicas, com 40%.

Os próximos anos exigirão decisões estruturais: diversificar a base produtiva e os mercados de exportação, reforçar as competências de gestão e formação, alinhar as qualificações com as transições digital e verde, acelerar a transição energética, responder às pressões demográficas e executar reformas com impacto.

Economias resilientes lideram o ranking

No topo da classificação, o Ranking Mundial de Competitividade do IMD 2026 confirma uma tendência: as economias mais competitivas são aquelas que combinam instituições credíveis, capacidade de adaptação e resiliência perante choques externos.

Singapura recupera a liderança mundial, seguida de Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos. O top 10 integra ainda Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Suécia e Estados Unidos, que regressam ao grupo das dez economias mais competitivas depois do 13.º lugar em 2025.

“As condições geopolíticas estão a deteriorar-se e a fragmentação global está a aumentar. As nações com instituições credíveis e testadas ganham vantagem neste contexto porque, à medida que o sistema internacional deixa de responder a muitas necessidades nacionais, as empresas conseguem continuar a operar com previsibilidade”, afirma Arturo Bris, Diretor do World Competitiveness Center do IMD.

Para José Esteves, Dean da Porto Business School, o desafio é tão claro quanto mobilizador:

“Portugal tem profissionais de excelência, atrai investimento e é uma economia aberta ao mundo. Mas a competitividade do futuro não se mede pelos ativos que temos. Mede-se pela forma como os transformamos em produtividade, inovação, escala e impacto. Precisamos de empresas mais ágeis, instituições mais eficazes e líderes preparados para executar melhor, adaptar-se mais depressa e criar valor de forma sustentável.”

Porto Business School reforça compromisso com a competitividade

A Porto Business School assume esta missão através do Center for Entrepreneurship, Growth & Competitiveness, integrado no Innovation X Hub. O Centro posiciona-se como um ponto de encontro entre empreendedores, investidores, empresas e instituições, com o objetivo de reforçar a capacidade de gestão, apoiar o crescimento empresarial e impulsionar a competitividade nos setores estratégicos da próxima década.

Num contexto em que a competitividade depende cada vez mais da capacidade de adaptação, da inovação aplicada e da execução, a Porto Business School aposta na formação de líderes capazes de transformar conhecimento em impacto económico, acelerar a criação de valor nas organizações e fortalecer a capacidade competitiva do tecido empresarial português.

Sobre o Ranking Mundial de Competitividade do IMD

O Ranking Mundial de Competitividade do IMD avalia anualmente a capacidade das economias para criarem um ambiente favorável à competitividade das empresas. A edição de 2026 analisa 70 economias e combina dados estatísticos com o Executive Opinion Survey em quatro dimensões: Desempenho Económico, Eficiência Governativa, Eficiência Empresarial e Infraestruturas.

A Porto Business School é a parceira exclusiva do IMD em Portugal para a recolha, análise e divulgação dos resultados nacionais.