O controlo de gestão está em todas as organizações – e não é “one size fits all”! De facto, analisando organizações de sucesso em todo o mundo, encontramos práticas muito diversas.
Encontramos organizações com técnicas como o orçamento no core do planeamento, avaliação de desempenho e alocação de recursos. Aqui, o controlo de gestão é central para traduzir estratégias em linguagem financeira e desenhar sistemas para coordenar, validar e analisar dados para criar insights e melhorar o desempenho.
Noutras, o controlo de gestão tornou-se “poliglota”, ao incorporar uma linguagem e indicadores não financeiros, como time-to-market e satisfação do cliente e dos colaboradores. O âmbito da avaliação e gestão do desempenho alarga-se, abrangendo as várias fases da criação de valor.
Noutras, o controlo de gestão apostou na flexibilidade, mantendo a sempre indispensável capacidade de orientação e aprendizagem. Aqui, destaca-se a abordagem Beyond Budgeting, com previsões dinâmicas (rolling forecasts), metas relativas e alocação de recursos dinâmica e próxima das decisões.
O ponto comum? Em qualquer abordagem, o controlo de gestão está, de facto, no centro do modelo de gestão – mesmo se não nos apercebermos! Esse modelo de gestão assenta em múltiplos mecanismos, desde metas, avaliação de desempenho, incentivos e alocação de recursos, até a opções de organização, autonomia, transparência e valores e missão. É uma verdadeira “estrutura invisível” que suporta a execução e sucesso estratégicos. O ‘mundo’ do controlo de gestão torna-se central na definição do modelo de gestão.
Mas como desenhar um modelo de gestão? Como tornar o invisível visível?
A recente ferramenta The Viable Map ajuda a ‘mapear’ um modelo de gestão – e a desenhá-lo “à medida”. O The Viable Map vem ajudar a visualizar o modelo de gestão, essa “estrutura invisível”, num mapa, simples mas profundo, com base nos mecanismos do controlo de gestão. A discutir o modelo, agora visível, entre os colaboradores. A identificar desalinhamentos e como reduzi-los. A definir um modelo alinhado. Um modelo:
- alinhado com o contexto externo, mais ou menos VUCA;
- alinhado com o contexto de pessoas: mais ou menos responsáveis, sensíveis a incentivos financeiros ou de outros tipos;
- alinhado entre os próprios mecanismos de controlo de gestão.
E do que precisa o controller moderno, para contribuir e ser ouvido nesta definição do modelo de gestão mais adequado para a SUA organização? De competências alargadas. De técnicas de controlo de gestão e de sistemas de informação. De conhecimento do negócio. E de competências sociais e de liderança.
Conclusão: o controlo de gestão não é “one size fits all”, e desenhar um modelo de gestão à medida – qualquer que seja o “fato”! – é crucial.
Está preparado(a) para o desafio?

